Ontem, no Ratinho, Aécio Neves cunhou uma frase que sintetizou o que muita gente sente em relação ao partido dos trambiqueiros, mensaleiros e boateiros: "o PT já deu". Por isso, estamos lançando o Concurso "o PT já deu". Faça uma ilustração, uma montagem, qualquer imagem com a frase "o PT já deu". Poste no seu facebook ou blog e deixe o endereço na área de comentários. Nós vamos lá, buscamos e publicamos os melhores. Eu já fiz o meu.
sexta-feira, 24 de maio de 2013
O lobby de Lula pelo "bem" da África.
Nesta semana, em Brasília, Lula foi o palestrante de um evento patrocinado pela Confederação Nacional da Indústria, CNI, onde fez lobby para que empresas brasileiras invistam na África, que seria a grande fronteira do desenvolvimento. Lula une o útil ao agradável ao defender aquele continente. Posa como defensor dos pobres e lá pousa nos jatinhos de construtoras, empresas transnacionais e empreiteiras para fechar negócios para as mesmas, aproveitando-se do relacionamento desenvolvido com dirigentes, muitos deles notórios corruptos, daquele continente. Vejam, abaixo, do que a Vale do Rio Doce está sendo acusada em Moçambique.
Lula com o presidente do Moçambique: lobby.
Lula com crianças pobres do Moçambique: marketing pessoal
Ativistas
internacionais e moradores de uma região de Moçambique acusam a Vale de
violar os direitos humanos no país africano. A ONG Human Rights Watch.
(HRW) publicou um relatório em que denuncia a empresa brasileira por
reassentar populações em locais onde não há água e a comida, O grupo
exige que a empresa e o governo brasileiro tomem providências para
remediar os problemas.
Um
dos países mais pobres do mundo, Moçambique vem atraindo bilhões de
dólares em investimentos na exploração de seus recursos naturais -
sobretudo, carvão e gás. O boom econômico levou ao deslocamento forçado
da população local, em meio a protestos e acusações de que as empresas e
o governo não cumpriram o que fora prometido. Além da Vale, o relatório
- intitulado o que é urna casa sem comida - contempla outras
companhias, como a anglo-australiana Rio Tinto e a indiana Jindal Steel.
A
Vale ganhou contratos para explorar a província de Tete, em Moçambique.
Mas, para conduzir seus trabalhos, foi obrigada a despejar 1,3 mil
famílias de suas casas. Tete tem cerca de 23 bilhões de toneladas de
reservas de carvão, na sua maioria inexploradas. A empresa brasileira,
junto com o governo de Moçambique, reassentou essa população em outras
regiões. Entre 2009 e 2010, essas famílias foram levadas para uma aldeia recém-construída. Passados
dois anos, a população está em pé de guerra com a empresa. "Apontamos
nossos direitos e necessidades. Mas eles (Vale) simplesmente vão-se
embora e nunca mais voltam com uma resposta", disse Malosa, uma das
mulheres reassentadas. "Mão temos comida e não temos dinheiro para
comprar comida", acusou.
Na
avaliação da HRW, essas empresas "desenraizaram comunidades agrícolas"
que, em. sua maioria, eram autossuficientes. Agora, estão em terrenos
áridos longe dos rios. Nisha
Varia, pesquisadora da Human Rights Watch, defende que o governo
brasileiro deve "monitorar a conduta de suas empresas em Moçambique em
relação aos direito humanos, exigindo que elas relatem publicamente os
impactos nos direitos humanos das suas operações".
Manifestações.
Diante da frustração, os protestos ganham espaço. O primeiro ocorreu em
janeiro de 2012, com 500 moradores da aldeia de reassentamento da Vale
bloqueando a ferrovia que liga a mina de carvão da Vale ao porto da
Beira. Novos protestos acabaram ocorrendo em abril e neste mês. "Não
é possível culpar apenas o governo moçambicano", disse Maria Laura
Canineu, diretora da HRW responsável pelo Brasil. "As empresas têm
obrigação de dar assistência à população." A Vale reconheceu parte dos
problemas e, segundo o documento, "assumiu o compromisso de melhorar a
qualidade de vida dessas pessoas". (Estadão)
Rose atuou para agilizar credenciamento de curso de medicina da mulher do médico do Lula.
Documentos
reunidos pela sindicância do Palácio do Planalto revelam detalhes sobre
como a ex-chefe de gabinete da Presidência em São Paulo Rosemary
Noronha atuou para obter no Ministério da Educação (MEC) o
reconhecimento do curso de Medicina da Univix, grupo de faculdades no
Espírito Santo. A protegida de Lula conduziu o processo do início ao
fim: recebeu o pedido para acelerar os trâmites no ministério, fez
contato com o ocupante de um cargo de chefia e o encaminhou à autora do
pedido, a médica Cláudia Cozer, mulher de Roberto Kalil Filho, médico
particular de Lula e de Dilma Rousseff. O MEC diz que o curso ainda não
foi reconhecido.
A
atuação de Rose aparece numa troca de e-mails obtidos pela comissão de
sindicância que identificou suposto tráfico de influência praticado pela
ex-servidora. Em
fevereiro e em junho de 2012, Cláudia Cozer repassou ao e-mail
institucional de Rose o pedido feito por Eliene Gava Ferrão, diretora
acadêmica da Univix. A diretora pedia a publicação de portaria com o
reconhecimento do curso de Medicina, que tem apenas a autorização de
funcionamento, desde 2005. "O processo encontra-se na Secretaria de
Educação Superior para análise final", diz o e-mail da diretora da
Univix. Rose, então, acionou Rogério dos Anjos Araújo, que exercia a
Assessoria Parlamentar da Educação.
O
e-mail ao chefe da Assessoria Parlamentar explica que o processo se
encaminha para o fim. "A meu ver está tudo ok. Acredito que depende
mesmo é do seu Chefe", escreveu Rosemary ao servidor do MEC. Um dia
depois, em 20 de julho de 2012, a então chefe de gabinete da Presidência
deu uma resposta a Cláudia: "Já estou com a resposta da Faculdade do
ES. Quando puder liga. Bjokas (sic)."
O
curso de Medicina é o mais caro na Univix, que tem 16 graduações: R$
3,98 mil, por mês. No fim de 2011, uma comissão do MEC visitou a
instituição para analisar se determinadas obrigações assumidas com o
ministério haviam sido cumpridas. O último ato burocrático para
chancelar o curso, o seu reconhecimento, viria em seguida. Ao GLOBO, a
diretora acadêmica da Univix confirmou o pedido a Cláudia. - O reconhecimento do curso foi aprovado, mas não saiu a portaria. Recorri a Cláudia para agilizar a publicação - disse Eliene. A
diretora afirmou não ter feito o pedido a Cláudia em razão do marido ou
da proximidade a Rose. Cláudia é endocrinologista de Rose.
Foi "ignorância", diz médica
Cláudia
confirmou que repassou o e-mail da diretora da Univix a Rose, o que
classifica como um ato de "ignorância". Roberto Kalil Filho, por sua
vez, sustentou não ter "conhecimento nenhum sobre o assunto".- Kalil não tem nada a ver com essa história - disse Cláudia. O
servidor que recebeu o pedido de Rosemary no MEC afirmou que a conhecia
"apenas de vista" e que a solicitação de reconhecimento do curso de
Medicina não foi atendida. Rogério dos Anjos deixou a Assessoria
Parlamentar do ministério e assumiu, em março, a assessoria especial da
Secretaria de Educação da cidade de São Paulo. -
Não sei a quem ela se refere (quando cita um "chefe" no e-mail). De
qualquer forma, a faculdade não cumpria os requisitos e o reconhecimento
não foi aprovado - afirmou Anjos. O
MEC informou que "não foi emitida qualquer portaria de reconhecimento".
Procurada, a defesa de Rosemary não foi localizada pela reportagem. (O Globo)
Alckmin, o dúbio.
Creio que a única declaração onde Alckmin não hesitou na sua vida política foi quando disse, alguns dias atrás, que falta guilhotina para punir tantos corruptos. No mais, a marca de Alckmin é a sua ambiguidade, como fica explicitado na matéria abaixo, do Estadão. Especialmente quando fala que José Serra deve ser candidato, mas não diz ao quê. É óbvio que é ao Senado. Custa dizer claramente e dar um passo à frente?
Em Brasília para participar de um seminário sobre administração pública, o governador paulista Geraldo Alckmin lançou dúvidas, ontem, sobre a estratégia do senador Aécio Neves (PSDB-MG) de frequentes aparições na TV. "Não sou de acreditar que coisas muito distantes da eleição tenham reflexo em pesquisa", advertiu o governador, que avalia ser cedo, ainda, para o PSDB lançar o seu candidato a presidente.
Em propagandas do partido na televisão, Aécio tem feito comentários sobre assuntos nacionais, como a inflação. Questionado se ele, como governador de São Paulo, também não deveria ter aparecido na propaganda, Alckmin respondeu: "Nós estamos muito bem representados pelo Aécio, que foi eleito por unanimidade presidente do partido". Segundo o governador, as aparições na TV são "uma exposição importante, que mostra o pensamento do partido, a visão do partido da questão política".
Foi, então, que Alckmin fez a ponderação ao dizer não acreditar que "coisas distantes da eleição" tenham reflexo em pesquisa: "A população centra mesmo a sua atenção, corretamente, durante o período eleitoral. Aí tem uma atenção total".
Serra em 2014. Em seguida, Alckmin afirmou que o ex-governador José Serra "deve ser candidato em 2014" - mas quando indagado sobre qual seria o cargo, foi lacônico: "Só ele pode responder". O governador elogiou a convenção do PSDB do dia 18, "uma convenção da unidade", mas insistiu que só no fim deste ano ou no começo do ano que vem é que se pode escolher o nome. "Agora é hora de o partido ouvir o povo, percorrer o Brasil, elaborar um programa de governo. Eu sou contra antecipação de candidatura", repetiu. "Se você antecipar candidatura, você encurta o governo, o que não é bom para a população". Havendo mais de um candidato, ele defende a realização de prévias. "Quanto mais você abrir o debate, mais pessoas participarem, melhor. A prévia é um modelo interessante, mas isso se tivermos mais de um candidato", afirmou.
Em Brasília para participar de um seminário sobre administração pública, o governador paulista Geraldo Alckmin lançou dúvidas, ontem, sobre a estratégia do senador Aécio Neves (PSDB-MG) de frequentes aparições na TV. "Não sou de acreditar que coisas muito distantes da eleição tenham reflexo em pesquisa", advertiu o governador, que avalia ser cedo, ainda, para o PSDB lançar o seu candidato a presidente.
Em propagandas do partido na televisão, Aécio tem feito comentários sobre assuntos nacionais, como a inflação. Questionado se ele, como governador de São Paulo, também não deveria ter aparecido na propaganda, Alckmin respondeu: "Nós estamos muito bem representados pelo Aécio, que foi eleito por unanimidade presidente do partido". Segundo o governador, as aparições na TV são "uma exposição importante, que mostra o pensamento do partido, a visão do partido da questão política".
Foi, então, que Alckmin fez a ponderação ao dizer não acreditar que "coisas distantes da eleição" tenham reflexo em pesquisa: "A população centra mesmo a sua atenção, corretamente, durante o período eleitoral. Aí tem uma atenção total".
Serra em 2014. Em seguida, Alckmin afirmou que o ex-governador José Serra "deve ser candidato em 2014" - mas quando indagado sobre qual seria o cargo, foi lacônico: "Só ele pode responder". O governador elogiou a convenção do PSDB do dia 18, "uma convenção da unidade", mas insistiu que só no fim deste ano ou no começo do ano que vem é que se pode escolher o nome. "Agora é hora de o partido ouvir o povo, percorrer o Brasil, elaborar um programa de governo. Eu sou contra antecipação de candidatura", repetiu. "Se você antecipar candidatura, você encurta o governo, o que não é bom para a população". Havendo mais de um candidato, ele defende a realização de prévias. "Quanto mais você abrir o debate, mais pessoas participarem, melhor. A prévia é um modelo interessante, mas isso se tivermos mais de um candidato", afirmou.
Campo diz que PT quer destruir sua candidatura.
Em conversa com deputados estaduais, o governador Eduardo Campos
(PSB-PE) disse que está havendo um "esforço incomum" do PT e do governo
federal para evitar sua candidatura à Presidência no ano que vem. "Eu sei que eles vão me jogar na cerca, mas eu vou arrebentá-la", disse a interlocutores ouvidos pela Folha.
Ontem, no Recife, Campos foi a estrela de um evento que reuniu
integrantes de Assembleias de todo o país. Nele, voltou a falar como
candidato e repetiu o bordão de que "o Brasil pode mais". O desabafo contra o PT e o governo federal se deu em conversas
reservadas. Ao longo do dia, deputados participaram de audiências com o
governador e fizeram fila para cumprimentá-lo. Nos últimos dias, num sinal interpretado por aliados como uma tentativa
de estrangular a sua candidatura, governadores do PSB manifestaram apoio
à reeleição de Dilma. Foi o caso de Camilo Capiberibe (AP), Renato
Casagrande (ES) e, como já fizera antes, Cid Gomes (CE).
Para o deputado federal Beto Albuquerque (PSB-RS), líder do PSB na
Câmara e um dos principais defensores da candidatura de Eduardo Campos,
as resistências no próprio partido "têm o dedo do governo e de gente do
PT". "Infelizmente, é uma pressão velada que tem interferido na reflexão de
muitos quadros nossos. Pressão sobre projetos, financiamentos, uma série
de coisas", disse o deputado anteontem.Para o Palácio do Planalto, a candidatura de Campos representa um
desconforto ao projeto de reeleição de Dilma, já que o pernambucano
poderia abocanhar votos no Nordeste e aumentaria a probabilidade de
segundo turno.
Ontem, Campos fez uma palestra de mais de duas horas para deputados
estaduais na qual foi interrompido por aplausos ao menos dez vezes. O tema era "equilíbrio federativo e desenvolvimento sustentável". No
entanto, o governador passou boa parte do discurso listando as
realizações de sua gestão, apresentada como réplica do que pode ser
feito pelo país. Pela manhã, Campos teve reuniões com deputados estaduais. Falou em
"fazer uma reflexão sobre o momento da vida brasileira", "enfrentar os
gargalos de infraestrutura" e aumentar as receitas para Estados e
municípios, citando o que fez no governo.
"Foi extraordinário. Ele falou aquilo que nós, parlamentares, prefeitos e
vereadores, queremos discutir", disse o deputado estadual Joares
Ponticelli (PP-SC). Campos também repetiu que é preciso reconhecer avanços dos governos
Dilma, Lula e Fernando Henrique Cardoso, a quem atribuiu os méritos no
controle da inflação na década de 1990.(Folha de São Paulo)
Aécio: Bolsa Família tem o DNA de FHC.
Aécio tentou adotar um discurso informal no programa, que é voltado para a audiência das classes C e D. Apresentou o PSDB como "o partido do Plano Real, da estabilidade econômica e que iniciou os programas de transferências de renda", e explicou aos espectadores como funciona o Congresso. O senador participou de três blocos, em um total de 25 minutos de entrevista. Segundo produtores do programa, a emissora estava em segundo lugar no ranking de audiência do horário.
Tanto o apresentador Ratinho quanto Aécio foram cautelosos durante a entrevista para não ferir a legislação eleitoral. "Ainda não tem candidato! Senão a gente leva uma multa já, já", alertou o tucano. "Eu tenho muita vontade de fazer algo diferente do que está aí, algo mais ético", disse. Aécio fez elogios ao governador paulista Geraldo Alckmin (PSDB), de quem busca um apoio mais expressivo. Sobre o ex-governador José Serra, seu desafeto dentro do PSDB, disse esperar que ele apoie "o candidato do PSDB, quem quer que seja".
Bolsa Família. Durante o programa e em uma entrevista antes de entrar no ar, Aécio disse que o programa Bolsa Família está "consolidado" e que seu partido não pretende mudá-lo caso chegue ao governo federal na próxima eleição. Aécio, no entanto, afirmou que o projeto deve ser temporário e precisa ser complementado com a qualificação profissional dos beneficiados. "O Bolsa Família tem que ser uma passagem, e não um fim. Já estamos na terceira geração que recebe o Bolsa Família. Esse não é o Brasil que eu quero", afirmou o senador.
Na mesma semana em que circularam boatos de que o governo federal pretendia acabar com o programa, Aécio declarou que é favorável à manutenção dos pagamentos. "O Bolsa Família está consolidado e faz parte da paisagem social brasileira. Ninguém vai mexer nisso e nós muito menos, mas queremos algo mais. Isso se faz com qualificação e com o resgate da indústria brasileira", disse.
O tucano voltou a atrelar o Bolsa Família, uma das principais marcas dos governos federais do PT, à gestão do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB). "Se nós encontrássemos uma forma de fazer o DNA dos programas sociais, encontraríamos Fernando Henrique Cardoso e o PSDB. O Bolsa Família nada mais é que a unificação do Bolsa Alimentação, do Bolsa Escola e do Vale Gás, criados em 2001 no governo Fernando Henrique", afirmou. Aécio disse que o sucessor de FHC, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, teve o "mérito" de unificar os programas.
O presidente do PSDB criticou principalmente a gestão da presidente Dilma Rousseff (PT), e reforçou que o Brasil corre o risco de ser atingido pela "bomba-relógio" da inflação. "Quando eu falo dessa preocupação, eu não estou torcendo para que a inflação aumente. É um alerta, porque o governo vem aumentando de forma rigorosa os gastos correntes mais do que o crescimento da economia, e essa é uma conta que não fecha", disse. Aécio declarou também que há uma "insegurança" entre investidores estrangeiros em relação ao Brasil devido ao "intervencionismo" do governo brasileiro na economia.(Estadão)
Marina queixosa da internet que o ambientalismo, no Código Florestal, usou e abusou para destruir reputações.
Marina Silva, sem partido e atrás de uma Rede para deitar e rolar, agora se queixa da internet que a critica por ter apoiado, em entrevista, ao Deputado Pastor Feliciano, do PSC. E não adianta remendar. Apoiou, sim, porque tem interesse no apoio dos evangélicos, não porque seja evangélica. Aliás, não tem nada de mal nisso. Feliciano não é um criminoso e o que ele pensa tem o apoio de uma boa parcela da população deste Brasil democrático. Marina Silva recebeu críticas de todos os lados por aquele meio do qual ela se achava a dona, assim como se acha a dona dos rios, dos mares e das florestas: a Rede, a internet. Durante os debates do Código Florestal, Marina Silva foi a líder de um movimento nas redes sociais que mentiu, espalhou boatos, atacou deputados e senadores, tentou destruir biografias. Ela mesmo, ao twitter, contribuiu para espalhar uma série de inverdades. Agora está sentindo na pele a democracia da Rede. De bodoque virou vidraça. Abaixo, a sua coluna de hoje, na Folha de São Paulo, onde sugere que tem gente recebendo salário, como nas ongs internacionais que a apóiam, para espalhar boatos contra ela.
Mensalet
Nos anos da ditadura militar, vivíamos sob censura. Liberdade de
imprensa era um sonho, às vezes regado com lágrimas e sangue.
Conquistada ao menos uma parte da liberdade, passamos a lutar contra o
monopólio das mídias, o controle de poucas pessoas e empresas, a
filtragem política e econômica das notícias e o resultado perverso:
manipulação da opinião pública.
O caso clássico, que muitos lembram com certa nostalgia, é a edição do
debate entre Lula e Collor nas eleições de 89. A seleção dos trechos que
prejudicavam Lula ficou, na indignação de seus partidários e da opinião
pública, como exemplo de uso criminoso da mídia a ser sempre repudiado. Agora temos a internet, com liberdade e velocidade antes inimagináveis. A
militância dirigida, de partidos e outras organizações, é confrontada
pela nova militância autoral de indivíduos livres para defender as
causas que escolhem. Também a imprensa tradicional tem que disputar
opinião pública com um jornalismo autoral, avulso e diversificado.
No universo das mídias, as virtudes da credibilidade e a opinião
informada convivem com os vícios dos preconceitos, mentiras e
desinformação. Dois mundos, real e virtual, se interpenetram, com invasões súbitas.
Nesta semana, uma onda de pânico levou os beneficiários do Bolsa Família
aos bancos, com o boato de sua extinção se espalhando sem origem nem
autoria. Segue-se a troca de acusações e os donos das pranchas políticas
tentam "surfar" na onda.
Acontece que o atraso também buscou o novo ambiente. Nesta semana,
quando a edição maldosa do "Diário de Pernambuco" me acusando de
defender o deputado Feliciano e suas ideias equivocadas ainda nublava
algumas mentes e corações bem-intencionados, surgiu outra difamação
tentando me associar a um criminoso do Paraná. Ao respondê-la, localizei
um perfil falso que disseminava a mentira para vários sites. Depois
encontrei outros perfis falsos, agindo coordenados.
Na eleição de 2010 já era visível essa militância dirigida, que depois
se profissionalizou. Várias organizações mantêm suas brigadas digitais,
com "editores" dos debates e notícias cujos critérios são os interesses
de seus patrões. Uma investigação detalhada poderia mostrar essa espécie
de "mensalão da internet", uma indústria subterrânea da calúnia.
Pessoas mais bem informadas não se enganam, especialmente quem viveu o
tempo da censura e viu os casos de manipulação da mídia. Mas ainda há
muita gente que não verifica as fontes e se assusta com boatos. Enquanto esses esquemas não se tornam mais visíveis, vamos navegando e
cultivando a democracia como um ambiente de aprendizado, de persistência
em busca da verdade. Só ela pode honrar a liberdade que lutamos para
conquistar.
quinta-feira, 23 de maio de 2013
Barroso: bem recebido pelo STF e PGR.
O presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), Joaquim Barbosa, elogiou a indicação de Luís Roberto Barroso, 55, para a vaga que estava em aberto no tribunal. "É um excelente nome", disse.A presidente Dilma Rousseff escolheu nesta quinta-feira (23) o advogado constitucionalista para a vaga deixada por Carlos Ayres Britto no STF em novembro. A escolha foi anunciada oficialmente pela Presidência. Barbosa lembrou que foi colega de Barroso na UERJ (Universidade Estadual do Rio de Janeiro), onde são professores. O presidente do STF destacou as "qualidades técnicas e como pessoa" do novo ministro.
![]() | ||
O advogado constitucionalista Luís Roberto Barroso, em seu escritório no centro do Rio
|
O procurador-geral da República, Roberto Gurgel, também classificou a indicação como excelente. "Um jurista consagrado e que certamente trará ao Supremo uma preciosa e valiosa contribuição", disse. Gurgel disse ainda que Barroso poderá participar do julgamento dos recursos do mensalão, "desde que ele se sinta habilitado". "Na verdade o julgamento dos embargos é um novo julgamento. A princípio não há dificuldade. Mas o importante é destacar que realmente fez uma grande escolha. O ministro Marco Aurélio Mello afirmou que Barroso será recebido "de braços abertos, como um grande estudioso do direito, um profissional digno de elogios". (Folha Poder)
Estadão e a sua pauta encomendada contra Aécio Neves.
É um ataque semanal e organizado. Sabem o que o Estadão cavocou contra Aécio Neves, nesta quinta-feira? Ataques proferidos ao tucano por Ciro Gomes em uma faculdade de jornalismo no Ceará. Leia aqui. Cá entre nós, qual o interesse de um grande jornal em cobrir este tipo de evento, onde participa um sujeito que só vira notícia quando agride os outros? Obviamente, temos aí uma pauta encomendada. Que Ruy Mesquita descanse em paz, que ele merece.
Perdeu, Gilberto Carvalho!
A Folha informa que o novo ministro do STF não será mais o indigenista Luiz Edson Fachin. Será Luiz Roberto Barroso, eterno candidato que, finalmente, chega lá. A ministra Gleisi, parananense, vetou o paranaense Fachin. Especialmente, em função da questão indígena. Perderam os ditos movimentos sociais. Ganharam os produtores rurais que sustentam este país. Perdeu, Gilberto Carvalho!
Barroso sobre os tribunais...
Quanto à capacidade institucional, juízes e tribunais devem ser autocontidos e deferentes aos outros Poderes em questões técnicas complexas, como transposição de rios ou demarcação de terras indígenas. Por fim, a judicialização jamais deverá substituir a política, nem pode ser o meio ordinário de se resolverem as grandes questões. Pelo contrário. O Judiciário só deve interferir quando a política falha.
Assinar:
Postagens (Atom)



